Agrihub

A CASA DA FAMILIA RURAL

Endereço

Rua Eng. Edgard Prado Arze, S/N. Centro Politico Administrativo. Edifício FAMATO (Térreo). Cuiabá-MT | CEP 78.049.908

Contato

(65) 99678-0323

O salto tributário que Mato Grosso deu no período de 10 anos, de 156%, a partir de 2005, foi destaque da palestra concedia pelo presidente do Sistema Famato/Senar-MT, Rui Prado, durante a XXIII Semana da Agronomia da Universidade Federal de Mato Grosso. Na tarde de quarta-feira (30/11), Prado apresentou o cenário do agropecuário do Estado a dezenas de participantes do evento com o tema “O futuro já chegou”. Uma das ênfases de sua fala foi o montante de contribuição do setor para a arrecadação de Mato Grosso, sobretudo no momento em que a reforma tributária é discutida.

Conforme estudo elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) apresentado pelo presidente na palestra, em 2005 a população do Estado era de 2,5 milhões. Na época, a arrecadação de ICMS era de R$ 3,09 bilhões. No ano passado, enquanto a população registrava R$ 3,27 milhões, um crescimento de 31%, a arrecadação do imposto cresceu para R$ 7,92 bilhões (156%).

“Já tive oportunidade de mostrar esse quadro para o governador de Mato Grosso. O Estado arrecada para prestar serviço para o cidadão, de saúde, segurança, educação. Quando você vê que a população cresceu 31% e a arrecadação, 156%, e ainda assim o Estado não dá conta de prestar os serviços, significa que está gastando mal seus recursos. Isso, no mínimo, nos remete a uma reflexão sobre o que está acontecendo”, ponderou Prado.

O líder sindical relembrou a importância do agronegócio para economia do Estado, cujo produto interno bruto (PIB) advém ao menos 50,5% do setor. Também listou os diversos pagamentos de impostos que os produtores rurais fazem, que chegam ao percentual de 63% da arrecadação – ICMS, com 50% (entre imposto direto, indireto e induzido), Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), com 71% do total, Fundo de Exportação (FEX), com 100% e, ainda, com ICMS pagos a outros estados na compra de maquinários e insumos.

O mercado de trabalho agropecuário também foi enfatizado pelo presidente do Sistema aos estudantes de agronomia. O setor gerou, em 2015, mais de 354 mil postos de trabalho diretos, indiretos e induzidos. “Isso aqui tem tudo a ver com vocês, futuros agrônomos. Essas vagas existem só na cultura da soja, do algodão e da bovinocultura de corte. Aqui não estão outras atividades, mas só aí já estão pouco mais de 10% da sociedade mato-grossense. Isso mostra a oportunidade que vocês têm”.

O desafio de deixar a capital para atuar no campo foi feito por Prado aos estudantes. Ele demonstrou que, em 1994, 60% das pessoas que trabalhavam em Mato Grosso estavam em Cuiabá, enquanto hoje, apenas 37% das pessoas empregadas vivem na Capital. “Se tem aqui engenheiro agrônomo que quer trabalhar em Cuiabá, vai ser mais difícil agora. Engenheiro agrônomo vai ter mais oportunidade no interior porque é uma tendência”, provocou informando ainda que, para cada dois empregos diretos na lavoura da soja no Estado são gerados um direto e oito induzidos, segundo aponta levantamento do Imea.

Para finalizar, o presidente falou da nova era da “agrointeligência” que o setor vive, dando a ênfase de que “o futuro já chegou”. Apresentou o programa Agrihub, criado para promover a conexão entre produtores rurais, com os desafios a serem solucionados no campo, com as empresas de startups, para empreender essas soluções, e os investidores, para impulsionar as criações.

“Existe um potencial muito grande nessa área de tecnologia para quem quiser se especializar. Lá em São Paulo, fui ao campus do Google, que está cheio de ‘nerds’ muito a fim de ganhar dinheiro e eles querem o contato com quem entende de agronegócio, com engenheiro agrônomo, para entender o que ele tem que inventar. O futuro já chegou!”.

A XXIII Semana da Agronomia é uma realização da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da UFMT, organizada pelos futuros engenheiros agrônomos. O circuito de palestra encerra nesta sexta-feira